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🌹 TRÊS ROSAS DA MINHA PERSONALIDADE: VERDADE QUE FLORESCE ENTRE A DOR E A…

🌹 TRÊS ROSAS DA MINHA PERSONALIDADE: VERDADE QUE FLORESCE ENTRE A DOR E A ETERNIDADE 🌹

Há em mim três rosas que não vivem em paz dentro do tempo,
três versões de uma mesma alma que sangra em silêncio e floresce em tempestade.

De manhã, eu sou vermelha.
Intensa como um amor que nunca soube ser pequeno.
Sou chama, sou pressa, sou coração batendo mais alto que a razão.
Sou o desejo que não pede permissão,
sou o “fica” dito com os olhos antes mesmo da boca.

E nessa cor eu amo como quem se joga de um penhasco sem medo do fim,
porque o amor, quando me habita pela manhã, não conhece limites —
só intensidade.

Ao meio-dia, eu me transformo em branca.
E tudo em mim silencia…
Sou saudade vestida de calma,
sou o vazio bonito de quem ainda sente, mas aprendeu a esconder.
Sou o perdão que nunca foi pedido,
sou a memória que insiste em ficar mesmo quando deveria partir.

Branca…
como uma oração que ninguém ouviu,
como um amor mal resolvido que ainda respira dentro do peito,
mesmo depois do adeus.

E quando a noite chega…
eu floresço azul.

Azul como o infinito que dói sem gritar,
como os olhos de quem chora em silêncio para não incomodar o mundo.
Sou a eternidade do que não terminou,
sou o pensamento que insiste antes de dormir,
sou a falta que tem nome, mas não tem cura.

Na noite, eu não amo — eu lembro.
E lembrar é a forma mais cruel de ainda sentir.

Três rosas habitam meu ser…
e nenhuma delas sabe morrer completamente.
Porque amar em mim nunca foi passageiro —
foi sempre permanência disfarçada de partida.

E talvez por isso eu ainda escreva…
para tentar organizar o caos bonito que existe em mim
e que ninguém vê quando me olha por fora.

Porque dentro…
eu sou três rosas tentando sobreviver ao mesmo jardim.

E cada uma delas ainda espera ser regada por alguém que não tenha medo de sentir fundo demais.



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—Paulinha Cunha—