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Uma Poesia da Minha Personalidade

Uma Poesia da Minha Personalidade
Eu sou feita de silêncios que gritam,
de palavras que nunca chegaram a existir,
de abraços que ainda moram no vazio
e de despedidas que nunca souberam partir.

Carrego no peito um amor mal resolvido,
desses que insistem em florescer na dor,
que aprendem a sorrir no escuro
e a sangrar disfarçado de flor.

Sou tempestade em calmaria,
um quase que nunca se completou,
um “se” que virou saudade,
um “nós” que o tempo não perdoou.

Tenho nos olhos histórias inacabadas,
e nos lábios promessas que o vento levou,
sou feita de intensidade rara
de tudo aquilo que o mundo não suportou.

Amo como quem se perde,
e me perco como quem quer amar,
porque em mim o sentimento é casa
mesmo quando ninguém quer ficar.

Guardo lembranças como relíquias,
mesmo aquelas que me fazem doer,
porque esquecer nunca foi meu talento,
e sentir… sempre foi meu jeito de viver.

Sou metade coragem, metade saudade,
inteira de um amor que não voltou,
um coração que insiste em bater forte
mesmo depois de tudo que já enfrentou.

E ainda assim…
eu me reconstruo em cada verso,
me reinvento em cada lágrima caída,
porque no fundo da minha alma intensa
eu sei:
sou poesia…
até quando a vida me rasga em despedida.

—Paulinha Cunha—

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