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🌙💔 Versos que Me Libertam… ou Me Prendem em Você 💔🌙 Há palavras que não se…

🌙💔 Versos que Me Libertam… ou Me Prendem em Você 💔🌙

Há palavras que não se dizem…
elas sangram em silĂŞncio dentro do peito,
como se cada lembrança tua
fosse um corte suave na memĂłria da minha alma.

E eu escrevo… não para esquecer,
mas para entender por que ainda dĂłi
mesmo depois de tanto tempo.

VocĂŞ ficou em mim
como um eco que nĂŁo aprende a ir embora,
como um beijo interrompido no meio da despedida,
como um amor que nĂŁo teve coragem de terminar de verdade.

💔 Há noites em que te sinto voltando…
nĂŁo em passos,
mas em pensamentos.

E isso me desmonta devagar,
como se o coração tivesse saudade até de si mesmo
quando estava inteiro ao seu lado.

Eu te amei no limite do impossĂ­vel,
no territĂłrio onde a razĂŁo se cala
e só o sentimento fala mais alto —
mesmo quando machuca.

E machucou.

Machucou tanto que virou poesia.

Porque tudo o que não se resolve…
vira verso.

Tudo o que não se esquece…
vira saudade.

E tudo o que ainda vive em nós…
vira dor bonita demais para partir.

🌧️ Eu me pergunto se você também sente
essa ausĂŞncia que grita em silĂŞncio,
ou se seguiu em frente
como quem nunca soube amar tĂŁo fundo assim.

Porque eu fiquei aqui…
entre o “era pra ser” e o “não foi”,
entre o “te quero” e o “não posso mais”.

E isso me rasga em duas versões:
a que te esquece…
e a que ainda te espera sem admitir.

đź’” E talvez seja isso o amor mal resolvido:
não acabar…
sĂł se esconder dentro da gente.

Mas hoje eu escrevo não para te prender em mim…
e sim para me libertar de vocĂŞ
sem precisar te apagar.

Porque algumas pessoas nĂŁo vĂŁo embora,
elas apenas deixam de acontecer…
mas continuam existindo dentro.

🌙 E se um dia você ler isso…
saiba:

eu sobrevivi ao que sentimos,
mas nunca sobrevivi ao que ficou em silĂŞncio.

—Paulinha Cunha—

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