Você Já Tentou Esquecer Alguém… Mas O Coração Nunca Aprendeu?
Tem saudades que não passam.
Elas apenas aprendem a morar dentro da gente.
E eu descobri isso da pior forma…
quando tentei arrancar você do peito
e percebi que algumas pessoas viram cicatriz antes mesmo de irem embora.
Eu lembro do jeito que você sorria enquanto prometia ficar.
Lembro das madrugadas em que sua voz era abrigo,
das mensagens longas,
dos planos bobos,
das promessas feitas no silêncio de duas almas apaixonadas demais para perceber que o amor também destrói.
E destruiu.
Porque amar você foi como segurar fogo nas mãos:
bonito no começo…
doloroso no final.
Você foi embora sem aviso,
sem explicação,
sem olhar para trás.
E eu fiquei aqui…
catando pedaços do que sobrou de mim.
As pessoas dizem que o tempo cura tudo.
Mas ninguém conta que existem feridas que aprendem a respirar dentro da alma.
Feridas que acordam junto com a gente.
Que dormem do nosso lado.
Que aparecem em músicas antigas,
em perfumes parecidos,
em ruas vazias,
em noites frias demais para um coração sozinho.
Eu tentei esquecer você.
Deus sabe o quanto tentei.
Tentei apagar nossas conversas,
tentei evitar nossos lugares,
tentei conhecer outras pessoas,
tentei ocupar minha mente,
meu coração,
minha vida…
Mas como esquecer alguém que virou parte da minha história?
Como apagar um amor que ainda mora em cada canto do peito?
Existem noites em que sinto sua falta tão forte
que parece que minha alma sangra em silêncio.
E ninguém vê.
Ninguém percebe.
Porque quem sofre de saudade aprende a sorrir enquanto desmorona por dentro.
É estranho…
o amor acabou,
mas a saudade continuou viva.
E talvez esse seja o pior tipo de dor:
quando o coração continua esperando alguém que já partiu.
Às vezes eu me pergunto se você sente minha falta também.
Se em algum momento do dia meu nome atravessa seus pensamentos.
Se você lembra da forma que eu te amava como ninguém jamais amou.
Porque eu lembro.
Lembro de tudo.
Lembro dos detalhes que você esqueceu.
Do jeito que segurava minha mão.
Das promessas feitas olhando nos meus olhos.
Do “pra sempre” que durou tão pouco.
E mesmo depois de toda dor…
mesmo depois das lágrimas escondidas,
das noites mal dormidas,
do vazio que você deixou…
eu ainda amo você.
Talvez esse seja meu maior erro.
Ou talvez seja minha forma mais sincera de existir.
Porque algumas pessoas vão embora…
mas nunca deixam o coração da gente de verdade.
Você foi isso para mim:
o amor mais bonito…
e a dor mais cruel.
E sabe o que mais dói?
É perceber que, no fundo,
uma parte minha ainda espera sua volta.
Mesmo sabendo que certas histórias não têm recomeço.
Mesmo sabendo que você já não pertence mais a mim.
Mas o coração é teimoso.
Ele continua criando esperança onde só existe saudade.
E eu continuo aqui…
escrevendo sobre você,
sentindo sua falta,
tentando sobreviver aos pedaços de um amor mal resolvido que ainda ecoa dentro da minha alma.
Porque existem pessoas que o tempo não leva.
O tempo apenas ensina a conviver com a ausência delas.
E talvez você seja exatamente isso:
a ausência mais presente da minha vida.
—Paulinha Cunha—
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